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terça-feira, 6 de março de 2012

Ritual pós-parto - Ritual e tradição de parteira tradicional

Extraído do blog ONG Amigas do parto, escrito por Liliane Silveira

Durante a Reunião Nacional de Parteiras Tradicionais, que aconteceu em Oliveira dos Campinhos (Salvador – BA), entre os dias 21 e 24 de Setembro de 2004, participei da oficina “Rituais e Tradições”, ministrada pela Naoli Vinaver, parteira tradicional mexicana. Esta oficina teve o objetivo de realizar um intercâmbio entre os rituais e as tradições que fazem parte da prática das parteiras tradicionais de diferentes regiões do Brasil e do México.
Foram apresentadas várias técnicas que facilitam o trabalho de parto e o nascimento (expulsão do bebê), muitas delas com o uso do “rebozo”, uma espécie de xale muito resistente, feito provavelmente no tear. A oficina foi finalizada com a explicação e demonstração de um ritual realizado pelas parteiras tradicionais no México, onde se faz o “fechamento” do corpo da mulher após todo o processo de gestação e parto. Neste ritual o principal elemento utilizado é o calor (chás de ervas, banho quente de ervas e aquecimento do corpo com toalhas e cobertores) e o contato físico, através de massagens (com óleo, ervas, seixos e pedacinhos de madeira, ambos polidos) e compressões, sendo o rebozo utilizado em sete partes do corpo da mulher: cabeça, peito, parte alta do ventre, quadris, coxas, tornozelos e pés.

Acredito que para muitas de nós que estavam ali presentes, assim como para a grande maioria das mulheres modernas, o corpo permanece “aberto” após a gestação e o nascimento de um filho. Muitas das que estavam presentes se emocionaram, chegando às lágrimas. Principalmente as que não eram parteiras tradicionais ou que não tiveram seus filhos com uma delas.

A nós, mulheres urbanas, nos falta esse cuidado que está intimamente relacionado ao período do resguardo (puerpério), que acaba sendo objeto somente das orientações médicas. Falta o cuidado para com as emoções, a mente e o espírito. Precisamos de tranqüilidade e de receber cuidados especiais, precisamos reconhecer que é necessário desacelerar para assimilar esse novo papel de mãe e nos recuperarmos da longa jornada que foi a gestação e o parto.

Sem esquecer que este período de resguardo exige também de nós muita força, pois temos ali a realidade de um filho para cuidar, alimentar, acarinhar e acolher. Pessoalmente senti o quanto o meu corpo, mente, emoções e espírito permaneceram “abertos” depois do nascimento da minha filha. Compreendi o porquê daquela sensação de abandono, de “baby-blues” e de cansaço sentidos após o parto. Compreendi que deixei de ouvir os apelos da mulher em mim que queria parir o seu filho - quando concordei com a cesárea escolhida pela médica.

Acabei lutando contra o meu instinto de mulher que sabe e quer parir querendo ser, na medida do possível, aquela “mulher forte”, disposta e feliz que “nem parece que pariu um dia desses”, que é o que atualmente esperam de nós. Compreendi o real significado do “cuidar” tão praticado pelas parteiras, que envolve também o cuidado depois do parto. Elas sabem que não é só o corpo, não foi apenas um útero que trabalhou muito, foi uma mulher que esteve envolvida no poderoso (e dispendioso) processo físico, emocional e, sobretudo, espiritual de gerar e dar à luz.

Encerramos a oficina “Rituais e Tradições” em meio a muita emoção e gratidão, pois além dos conhecimentos trazidos pela Naoli, pudemos compartilhar as experiências das parteiras ali presentes. Comecei a assimilar de forma mais profunda a concepção que elas têm do seu trabalho. Para elas “fazer” o parto significa “dar uma força”, compartilhar a experiência e o conhecimento adquiridos com outra mulher, cujo saber específico e individual elas não ignoram. As parteiras tradicionais se colocam como companheiras da mulher que está dando à luz.


* Liliana Silveira é biologa, doula e estudante de enfermagem. Foi co-fundadora da ONG Amigas do Parto.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Parteiras do Nordeste : Forúm Mundial da Saúde 2012

* Por Nicole Silveira

A querida parteira Maria dos Prazeres esteve como convidada no Fórum Mundial de Saúde 2012 em Porto Alegre, representado a Associação das Parteiras Tradicionais e Hospitalares de Jaboatão dos Guararapes lá falou sobre  o trabalho das parteiras tradicionais e sua grande importância para a saúde da mulher nos locais que atuam.
Prazeres ressaltou "para ser uma parteira tradicional não precisa ter avó ou mãe parteira,mas as mulheres que guardam esta tradição milenar são também parteiras tradicionais". Segundo ela e também artigos na net sobre o evento, ela emocionou os presentes com seus relatos e experiências do partejar.


"Aos 74 anos, a parteira Maria dos Prazeres ainda se emociona ao falar sobre sua experiência, que lhe proporciona estar sempre próxima da vida. Ela é uma das mulheres que representam a Rede de Parteiras Independentes do Nordeste no FST. A fala espontânea reproduz uma mensagem importante: a de que a profissão deve ser reconhecida. “Vi um dia uma pessoa falando que realizou um parto na rua e que ficou emocionada. Uma pessoa que faz mil partos, como uma parteira, está navegando na emoção”, exemplificou Maria, que ainda falou sobre os desafios e dificuldades da profissão. “Parteira é uma profissão milenar que deve ser reconhecida”, complementou."
http://www.blog.saude.gov.br/forum-destaca-importancia-das-praticas-culturais-na-promocao-da-saude/


Nos sentimos muito orgulhosas dessa mulher-militante que luta pelo reconhecimento e valorização do ofício das parteiras, é um exemplo de garra e determinação a favor do parto humanizado, natural e que respeita o ser humano. Viva as parteiras!
Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, existem em Pernambuco 1026 parteiras tradicionais, das quais 887 atuam na área rural, 93 da zona urbana e 46 nas duas regiões.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Infecção Urinária e Chá de cabelo de milho - Sabedoria de Parteira

Olá querid@s!

Vamos falar de um tema especial para gestantes que é o cuidado com a saúde: Infecção Urinária.

Um problema que afeta de 10 a 20% das gestantes , deve-se ficar atenta aos sintomas e aos exames de cultura de urina, pois as vezes a mulher está com a infecção e não apresenta sintomas. Estes são os sintomas frequentes:
Dor e ardor ao Urinar
Vontade frequente de urinar com pouca quantidade de xixi;
Mudanças na cor e odor da urina.

Nos casos mais graves os sintomas são:
Náuseas;
Vômito;
Febre;
Calafrio;
Dor intensa na região Lombar (rins).

As toxinas liberadas pelas bactérias podem causar contrações no útero, levando ao trabalho de parto prematuro,abortamento,hipertensão arterial, morte do bebê e até mesmo da mãe. O tratamento deve ser realizado antes que o quadro piore e prevenir ainda é o melhor remédio.

Ingestão de líquidos ( 2 litros/ dia)
Não segurar o xixi (mulher grávida faz muito xixi e o melhor é ir ao banheiro sempre que der vontade);
Fazer xixi após relações sexuais
Passar o papel higiênico de frente para trás

Quando sentir qualquer sintoma comunicar seu médico imediatamente para que o diagnóstico seja o mais rápido possível.

A natureza é divina, nós sabemos disso! A cura por meio de tratamentos naturais é sempre indicada pelas parteiras tradicionais, o chazinho de cabelo de milho está entre eles. O cabelo de milho são aqueles fiozinhos amarelos ou marrons que ficam na ponta da espiga do milho.
O chá de cabelo de milho é:
diurético
antiinflamatório
trata calculo renal
cistite
distúrbios cardíacos
inflamação na bexiga
Libera a urina

Receitinha de como fazer o chá:

Ingredientes: 1 e 1/2 colher (sopa) de cabelo de milho e 500 ml de água filtrada.
Preparo: Leve tudo no fogo para ferver. Quando ficar morno, coe e beba./ Pode colocar na geladeira e ficar bebendo pela manhã e ao deitar.(1 copo)


Como o chá de cabelo de milho funciona?
Elimina o ácido úrico, dissolve areias e cálculos renais, diminui dores, purifica o sangue, diurético, combate infecções de vesícula dos rins e da bexiga, segundo a Faculdade Unioeste.
* Como guardar?
  Secar ao sol e após bem seco, guardar dentro de um pote de vidro bem tampado.

A natureza que auxilia a vida saudável. Cultura popular que traz sabedoria.